Pular para o conteúdo principal

Postagens

Jesus dorme!

"Trevas cobriram nossas praças". Assim o Papa Francisco define os tempos em que vivemos. Não são tempos como quaisquer outros, são tempos nunca antes vividos pela humanidade. É um momento sobre o qual a humanidade haverá de se debruçar para compreender. Francisco escolhe, e o faz muito bem, o Evangelho com o qual vem falar à Cidade e ao Mudo. A homilia proclamada pelo Papa é algo estrondoso pelo silêncio, pela plasticidade de um céu que chora sobre São Pedro, de um Papa ofegante e sem a mesma alegria de sempre. Custo a acreditar que alguém possa não ser tocado pelo que disse o Papa ao MUNDO. Me atrevo, aqui, a falar de um ponto deste belo evangelho que não foi assim tão falado pelo Papa. O Jesus que dorme. Francisco comenta que é a única vez nas Sagradas Escrituras que se refere a Jesus dormindo (não sabia deste dado). Reparem que Jesus não caiu no sono, que Jesus não “encostou a cabeça”, mas que Jesus dormia sobre um Travesseiro. Os Evangelhos não trazem consigo pa...

Nem tudo é Hakuna Matata

Fui ao cinema esperando rever um desenho de minha infância. Saí de lá com a certeza de ter visto um dos melhores filmes de minha vida. Se o desenho foi feito para o público infantil, a live-action atingiu em cheio o público adulto. Simba amadureceu com o público que não imaginava poder se surpreender tanto. Um belíssimo filme. Poderia tentar, em vão, descrever a fotografia impar do filme, compará-lo a Platão e Maquiavel, retratar a leveza de Timão e Pumba, ou, ainda, tentar traçar as nuances filosóficas e as transformações por que passam cada um dos personagens, mas nada disso descreveria o tamanho do Rei Leão. Nem mesmo falar que Hamlet está ali seria o suficiente.  Os desafios e a trajetória do Filme, são paralelas à história de Simba. O primeiro grande desafio é entender o quanto a expectativa sobre o filme poderia arruiná-lo; o quanto ele poderia ser simplesmente uma cópia sem graça de um desenho ou de outro lado arruinar a construção realizada. Rei Leão, assim...

Uma Flauta para o Senhor

Aquele domingo fui à Missa. Saí de casa, estacionei o carro, desliguei o rádio, que falava de algo que devia ser muito importante. Desci, entrei na Igreja, como todo dia, peguei um folheto e me dirigi para o lugar da Igreja onde sempre me sento. A minha frente, os mesmos músicos que todos os dias vejo tocar. Já me são íntimos, são meus amigos, os mesmos músicos de sempre. Vi também o pessoal da equipe de liturgia se aprontar, dividiam as leituras, combinavam o procedimento, escolhiam suas túnicas. Tudo muito bem ordenado, e organizado, como sempre. Decididamente aquela era mais uma Missa, mais uma missa qualquer, como tantas outas celebrei em minha vida. MAIS UMA MISSA. A missa iniciou-se, e ao fundo, em meio à música, já conhecida de meus amigos, eu ouvia um suave, simples e belo som. Não era capaz de distingui-lo. Olhei para os músicos, procurei encontrar neles de onde vinha aquele som. Eu até entendo de música, apesar de certa dificuldade com ela, mas confesso, não conseguia...