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Pedale!

Quando criança a bicicleta era para mim um sinal da liberdade. Era a fonte de passeios, de brincadeiras e de algumas práticas quase esportivas. Foram muitos os tombos e muitas as poças d´água em que passei por gosto em dias de chuva. Mas como muitas brincadeiras, a bicicleta ficou na infância, e não entrou na adolescência.   Há alguns anos, numa noite de sábado durante uma festa, surgiu a ideia de pedalar com uns amigos até Coxilha (aproximadamente 20 Km de onde moro). Acredito que nem bicicleta eu possuía na época, contando ainda com uma emprestada por algum amigo. O desafio, na primeira vez, foi um grande fracasso.   Mas desde então, a Bicicleta passou a fazer parte da minha vida. Como muitos, já na vida adulta, redescobri uma alegria muito parecida com a que tinha quando criança. A Bicicleta do adulto já não era tanto para brincar, mas sim, para prática de um esporte, uma melhoria na qualidade de vida e um alivio para o estresse. Hoje no dia mundial da bicicleta e...

O que fazer com a Barsa?

Dias atrás recordava-me da minha infância e da presença da enciclopédia Barsa na minha casa. Lembro dos muitos volumes brancos que tomavam conta de um armário. Assim como a Barsa, haviam ainda outras Enciclopédias, como a Britânica e a LaRousse. Durante grande parte do meu ensino fundamental a fonte de busca para meus trabalhos escolares era esse volume de livros, todos de folhas grossas e com uma impressão que deveria ser muito cara na época.   O mundo das enciclopédias fez com que meus pais, e os pais da minha geração ensinasse aos seus filhos que viveríamos uma sociedade de informação. O valor informacional e financeiro das enciclopédias, representado inclusive pelo luxo de suas edições, mostrava aos nossos pais que conhecimento e cultura eram bens escassos e de alto valor. Criados em meio a essas informações, fomos preparados para uma “sociedade de informações”, porém não se compreendeu que a dimensão das informações na contemporaneidade.   Descoberto o engano co...

Um mundo que desliza.

O mundo está às nossas mãos! A cada momento em que fazemos ele deslizar escolhemos um pouco do que somos, da realidade que vivemos e de quem nos cerca. Consciente, ou inconscientemente, a cada “deslizada” mergulhamos um pouco mais na bolha que nos envolve. Vivemos em uma bolha que se fecha e torna-se sempre mais monocromática a cada passada de dedo e a cada pessoa que silenciamos. Já não nos interessa ver os fatos que contrários às nossas concepções e recebemos somente as noticias que desejamos, sob as perspectivas que previamente escolhemos. O mundo, cada vez mais incolor, se parece cada vez mais com o quadro que nós mesmos pintamos. No ato de deslizar, curtir, aplaudir, ou silenciar, geramos em nós mesmos a impressão, sempre mais convicta, de que nossa visão de mundo é a correta. Todo aquele que de nós discorda é um alienado, um insano, ou quem sabe um maldito conspirador. Paranoicos somos nós que julgamos enxergar através um vidro claro, quando na verdade somente enxergamos ...